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  • Paula Castilho Borges

O FUTURO É PORQUE O PASSADO FOI?

Atualizado: 27 de Set de 2019

Há alguns anos tive a sorte de participar numa ação de formação em Londres que mudou a minha vida profissional. Falámos do TEMPO que é uma característica importante de uma conversa. Esse tempo não é cronológico como estamos habituados, está sim ligado diretamente aos conteúdos das nossas conversas. 

A princípio pensei para mim própria que estava numa daquelas formações em que não iria levar nada de prático para aplicar. Mais tarde aprendi que esse meu pensamento foi uma conversa de “background”. 

Fiquei também a saber que aproximadamente 80% das conversas / reuniões que ocorrem em ambiente profissional e pessoal estão no tempo passado - o que funcionou, o que não funcionou e as razões. E aproximadamente 15% das conversas estão no tempo presente ou seja com foco no fazer, em ações e atividades.  E que apenas 5% lidam com o tempo futuro ou o reino das possibilidades. Estamos presos na armadilha “o futuro é porque o passado foi” por duas razões: 

 - a primeira é simples, não fomos treinados para fazer de outra forma.

 - a segunda mais profunda, o enviesamento inconsciente resultado da nossa aprendizagem, incluindo memórias emocionais positivas e negativas das nossas experiências, o medo do desconhecido, os estereótipos e os preconceitos que impactam a nossa forma de escuta.  

Para mim foi um choque porque sempre me considerei boa profissional. À  medida que o dia avançava, eu ia encontrando padrões de comportamento e de comunicação que reconhecia como meus. Afinal andava desde sempre presa na armadilha e certamente a sabotar muitas ideias novas que poderiam surgir na minha equipa sem sequer me ter dado ao trabalho de as ter identificado.

E depois veio o breakthrough! Aprender a ser capaz de discernir se as conversas são sobre o passado, presente ou futuro permite mudar e / ou alterar conscientemente a conversa de acordo com os resultados desejados. Para ser o líder de uma conversa era essencial poder observar, discernir e re-orientar o TEMPO das minhas próprias conversas usando uma estrutura fácil e prática que permitisse colocar o futuro à frente do presente  - "o plano de ação " (o que vamos fazer) só pode ser abordado após a exploração cuidada de possibilidades e de oportunidades. E apesar de ser uma coisa lógica não é fácil passar mais de 5% do nosso tempo nessa exploração. Para além dessa estrutura aprendi um conjunto de dicas curtas e simples, fáceis de colocar em prática para:  

• Evitar que as pessoas e as equipas estejam enraizadas no passado

• Manter o foco das reuniões no futuro 

• Ajudar as equipas a abraçar a mudança

Afinal eu iria sair daquele dia com uma ferramenta útil que nos dá o poder de transformar possibilidades em ações. Mas o melhor foi mesmo ter trabalhado numa organização em que os líderes de topo foram treinados neste modelo e ver as “breakthrough conversations” a fazer a diferença no nosso dia a dia. 

OS 6 PRINCÍPIOS IMPORTANTES PARA TORNAR A CONVERSA UMA FORÇA MOTRIZ DA MUDANÇA e mover as pessoas e as equipas para o futuro: 

• Estar ciente da conversa e prestar muita atenção à forma como se fala e escuta. 

• Não pensar em conversas anteriores, usá-las apenas para estabelecer uma conexão e depois seguir em frente. 

• Estar atento e alterar as conversas de background que determinam a maneira como vemos e interpretamos o mundo. 

• Controlar a conversa - primeiro o passado, depois o futuro e finalmente o presente. 

• Ter em atenção a sua escuta e a dos outros, usando as técnicas da escuta generosa 


Quando me tornei consultora e formadora decidi aprofundar um tema que tanto me marcou e partilhá-lo com outras pessoas e equipas. E não me surpreende que as pessoas se reconheçam nestas contradições e facilmente incorporem uma nova forma de estar. 

Para saber mais sobre este modelo* e aprender a tornar as suas conversas mais produtivas contacte a LYD através de: paula.borges@lyd.pt 

*Programa, baseado no trabalho do autor e consultor Kim Krisco e livro, Leadership and the Art of Conversation,


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